“Ruby” premiado no MedFilm Festival

21 Novembro 2020

Ruby”, o mais recente filme de Mariana Gaivão, acaba de receber o Prémio Cervantes para Melhor curta-metragem Criativa no Medfilm Festival, que decorreu entre os dias 9 e 20 de Novembro em Roma e que desde 1995 se dedica à promoção do cinema mediterrâneo e europeu, sendo o primeiro festival em Itália com essa missão.

O júri do certame atribuiu o seguinte comentário ao filme na cerimónia de encerramento: “Ruby é um filme rodado com mestria, com planos longos e fortes, sons e luzes que misturam as personagens nos espaços. Oscilando entre o inglês e o português, a jovem protagonista procura o seu cão perdido nas montanhas de Góis, ou talvez a sua própria identidade, mergulhando-nos numa sensação de perplexidade hipnótica, um mistério vivo e palpável”.

A segunda curta-metragem de Mariana Gaivão, que recebeu o prémio de “Melhor Realização” na sua estreia mundial no Curtas Vila do Conde, tem percorrido um grande caminho por festivais de renome a nível mundial, onde se destacam os festivais de Roterdão (IFFR), Nouveau Cinéma de Montréal, Palm Springs e mais recentemente no Zinebi (em Bilbau). “Ruby” teve também estreia comercial em Portugal a 9 de julho.

Produzido por Mariana Gaivão, Alexander Gerner e Pedro Fernandes Duarte e pela produtora Primeira Idade, o filme retrata uma juventude em autodescoberta, acompanhando a jovem Ruby,  filha de pais ingleses exilados no interior de Portugal, nos dias antes da sua melhor amiga, Millie, regressar ao país natal. Desenvolvido com não actores dentro da comunidade local, conta com a participação de Ruby Taylor e Millie Romer. 

"Em Ruby regressei às mesmas montanhas onde tinha já filmado, e onde em parte cresci, em busca de uma outra dimensão que me assaltou na infância, a dos miúdos que cresciam do outro lado do rio, filhos de ingleses, alemães e holandeses, separados de mim por margens distintas do mesmo lugar”, conta a realizadora. “Fascinava-me que nas mesmas paredes de xisto ecoassem as guitarras punk de uma nova juventude, igualmente próxima e distante. O filme foi o lento e rigoroso caminho até ela". 

Mariana Gaivão começou o seu percurso como montadora, tendo colaborado em filmes exibidos nos festivais de Cannes, Berlim, Veneza e Locarno, entre outros. A sua primeira curta-metragem, "Solo" estreou-se no Curtas Vila do Conde e venceu, entre outros, o prémio para Melhor Curta-Metragem do Festival Nouveau Cinéma de Montreal, após o qual é seleccionada para o Berlinale Talents, como talento emergente na área da Realização.

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