Filmes Curtos para Dias Longos

18 Março 2020

Em tempos de quarentena, a Agência da Curta Metragem oferece a visualização gratuita de algumas curtas-metragens do seu catálogo.

Com o objetivo de unir a comunidade com o cinema como janela em comum, a Agência da Curta Metragem irá disponibilizar gratuitamente, de dois em dois dias, curtas-metragens de diferentes realizadores, começando com os dois filmes: "O Que Arde Cura", do realizador João Rui Guerra da Mata, e “Maria do Mar” de João Rosas.

O Que Arde Cura”, curta-metragem realizada em 2012 por João Rui Guerra da Mata, aborda a madrugada em que o Chiado arde:

«No dia 25 de agosto de 1988, Lisboa viveu um dos seus piores momentos coletivos, quando todo o quarteirão do Chiado ardeu. Foi um acontecimento trágico, que ficou no imaginário de todos os portugueses. Em “O Que Arde Cura”, João Rui Guerra da Mata encena, de novo, esse dia, a partir de uma conversa telefónica entre dois ex-amantes. Filmado em estúdio, o filme ensaia uma coreografia dos corpos, dos objetos e das imagens do fogo, construindo uma espécie de relicário desse momento febril do final dos anos 80. O protagonista – imerso na sua solidão pós-aniversário – deambula pela casa, ao telefone, tentando convencer a pessoa que está do outro lado da linha. Tudo acabou – as festas, o Chiado, o amor. Mas qualquer coisa de novo parece surgir: um futuro, qualquer que ele seja. “As cinzas servem como adubo”, diz ele. Porque o que arde cura.» (Daniel Ribas)

A curta-metragem “Maria do Mar” de João Rosas, produzida pela Terratreme Filmes e pela O Som e a Fúria foi galardoada no Curtas Vila do Conde 2015, com o prémio de Melhor Filme da Competição Nacional.

«Desde 2012, com “Entrecampos”, João Rosas leva a cabo um projeto de cinema e de vida: acompanhar o crescimento dos seus (muito jovens) atores, num mundo de desafios sentimentais. Com Francisca Alarcão e Francisco Melo (atores), Rosas inventou as personagens de Mariana e Nicolau, e com eles faz histórias simples sobre o quotidiano. Em “Maria do Mar”, seguimos Nicolau, agora adolescente, e o despertar sexual, num fim-de-semana de descanso junto à praia. Imerso num grupo de jovem adultos, Nicolau absorve as contradições sensíveis desse grupo e da presença de Maria do Mar, uma enigmática rapariga que é objeto de desejo de todos os homens. No seu tom descomprometido e humano – Rosas é o nosso Rohmer – o cineasta constrói um filme descomplicado, cheio de diálogos deliciosos, procurando uma bonita educação sentimental.» (Daniel Ribas) 

A visualização dos filmes "O Que Arde Cura" e “Maria do Mar” pode ser feita através deste link.

Mais filmes se juntarão ao catálogo da iniciativa “Filmes curtos para dias longos”. Todos eles serão anunciados através das redes sociais da Agência.

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