Carta Branca a Eduardo Brito no MDOC

22 Julho 2019

No âmbito da celebração do seu 20º aniversário, a Agência apresenta a “Carta Branca aos Realizadores Portugueses” que, no espaço de um ano, irá percorrer os diversos festivais de cinema com sessões de celebração da cinematografia nacional do século XXI.

A Agência apresenta, no território português de norte a sul, um programa alargado de cinema intitulado “Carta Branca aos Realizadores Portugueses” que, no espaço de um ano - até Maio de 2020 - irá percorrer 20 festivais de cinema portugueses com sessões de celebração da cinematografia nacional do século XXI.

O quarto acto desta iniciativa, terá lugar no MDOC - Festival Internacional de Documentário de Melgaço em Melgaço. O festival desafiou o realizador Eduardo Brito para uma sessão programada e apresentada por si: 

"São apenas três filmes — e três filmes não chegam para o que poderia dizer neste contexto: os vinte anos da Agência da Curta Metragem e o convite que me foi lançado para programar filmes seus que me marcam. Mas o desenho de uma sessão tem destas coisas — e a duração é uma delas —, o que se compreende. 

Cinema, Cidade Pequena e Sinais de Serenidade por Coisas Sem Sentido, respectivamente do Rodrigo Areias, Diogo Costa Amarante e Sandro Aguilar alinham-se então para ilustrar uma curta história de questões pessoais, espectadoria e cinefilia. A primeira delas, num aceno: ao Rodrigo Areias, com quem tenho a alegria de trabalhar há muito tempo e a quem devo, precisamente, muito cinema. Mas também ao Acácio de Almeida. E ao Teatro Jordão, onde passei horas infindáveis a ver filmes, precisamente na grande cidade pequena de Guimarães, de onde venho. Tudo se liga, até os títulos: a segunda questão pelo fascínio por um lado emocional vindo da infância — é para lá que queremos quase sempre regressar e o cinema ajuda, no retrato e na viagem. A terceira porque, como sentido e como e jogo, o cinema consegue ser uma forma poética livre da linearidade do texto que ao existir no tempo não se prende nele (antes o ilude). 

No final, a devida palavra de reconhecimento: à Agência, a todas e a todos os que a fizeram e fazem, pelo cinema de curta-metragem: parabéns, venha mais caminho."

A iniciativa Carta Branca aos Realizadores foi pensada como uma mostra de cinema português de processo invertido convocando as pessoas que pensam cinema na sua origem – os criadores - para se colocarem no papel do programador e fazer uma revisitação ao cinema nacional numa sessão de curtas-metragens. A nomeação de cada uma das personalidades é da responsabilidade do festival anfitrião, e o cineasta é desafiado a apresentar um cinema português crítico e inventivo narrado pelo próprio num olhar para os seus pares, onde haverá espaço para refletir sobre as mudanças significativas que foram operadas no cinema português no novo século.

As acções seguintes desta iniciativa terão lugar no MotelX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa que convidou João Pedro Rodrigues, seguindo-se o Queer Lisboa Festival Internacional de Cinema (Cláudia Varejão), Close-Up Observatório de Cinema de Famalicão (Pedro Serrazina), Doclisboa Festival Internacional de Cinema (Mariana Gaivão), Vista Curta- Festival de Curtas de Viseu (Regina Pessoa), Temps D’Images Lisboa (Paulo Furtado), Inshadow Lisbon ScreenDance Festival (Rui Xavier), Cinanima Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho (Vasco Sá e David Doutel), Caminhos do Cinema Português (João Salaviza), Porto/Post/Doc (Mónica Santos e Alice Guimarães), Monstra - Festival de Animação de Lisboa (José Miguel Ribeiro), Cortex Festival de Curtas-Metragens de Sintra (Patrick Mendes), IndieLisboa Festival Internacional de Cinema (Gabriel Abrantes), Encontros de Cinema de Viana de Castelo (Manuel Mozos), Fantasporto Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto (José Magro) e Leiria Film Festival (Edgar Pêra).

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